Dante Baptista
Já era de se saber que o Brasil não daria espetáculo contra a alta seleção sueca. Dunga não deu espetáculos nas entrevistas, quando cutucou Ronaldinho Gaúcho e Kaká, em função das lesões.
E, por se tratar de Dunga, não é de se estranhar que tenha entrado com uma formação que privilegie a defesa, e que defenda aqueles que foram bem com ele. Por isso, o time entrou com Julio Cesar, Daniel Alves, Lucio, Alex e Richarlyson; Gilberto Silva, Josué, Julio Baptista e Diego, Robinho e L. Fabiano.
Mas, como era de se esperar, o Brasil dominou a Suécia, ainda mais sem Ibhraimovic, seu grande jogador. Mesmo sem ter Kaká, Ronaldinho e Juan, seus melhores jogadores. Os laterais, especialmente Daniel Alves, com mais técnica, apareceram bem no ataque, bem cobertos por Gilberto e Josué. A criação ficou com Diego e o talento com Robinho. Luis Fabiano ficou isolado e recebeu muito pouco a bola.
0 a 0 insosso no primeiro tempo, e Dunga resolveu testar os olímpicos na segunda etapa. Entraram Pato, Anderson, Hernanes e Thiago Neves.
E pato mostrou que, mesmo com a pouca idade, tem um talento raro. Seu gol foi um misto de beleza, plasticidade e inteligência. E não é fácil encobrir o goleiro na ponta direita.
O Brasil levou poucos sustos, não se movimentou como poderia, não jogou tudo que pode e sabe, mas venceu.
Parece o atual time do São Paulo. Inclusive, com o mesmo número de erros de passes de Ricky.
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