Dante Baptista
Nada consegue explicar o que aconteceu no Maracanã.
Se você não acompanhou, vamos ao contexto: na semana passada, o Flamengo venceu com tranquilidade e autoridade o América do México (último lugar do campeonato mexicano, com 12 derrotas em 17 jogos) por 4 a 2. Em seguinda, venceu o Botafogo, com facilidade, por 3 a 1 e sagrou-se campeão carioca.
Joel Santana se despediria no Maracanã com um ‘amistoso’ com o América. Mas não combinaram com os mexicanos.
Não vi o jogo, mas soube que o Flamengo abusou de perder chances de gol, e se marcasse um único, a vida dos mexicanos seria ainda mais complicada.
Eis que o América faz o primeiro, num chute de Cabañas (meio fora de forma ou impressão minha?), desviado pela zaga.
Joel fez as alterações de sempre, colocando Obina e Tardelli. Aliás, fazer as alterações de sempre significa que o time tem as mesmas necessidades sempre. E quando a necessidade é colocar dois atacantes para mudar o jogo, é bom deixar a luz amarela acessa.
E ela acendeu de vez ainda no primeiro tempo, quando o Flamengo permitiu um contra-ataque e Bruno saiu mal do gol. América 2 a 0.
Tudo bem, o resultado ainda classificaria o Flamengo. Mas, quando ninguém espera, falta para o América. Cabañas chuta (mal), a bola desvia em Obina e entra. O amistoso muda de nome para vergonha.
Para piorar, Juan foi expulso. E o Flamengo termina mais uma Libertadores (ano passado foi assim também, depois de um vergonhoso 3 a 0 no Uruguai) nas oitavas-de-final.
Que o Flamengo e seu novo técnico, Caio Junior, aprendam as lições desta derrota. Uma delas foi dita nas simples palavras de Vicente Matheus, lendário ex-presidente do Corinthians: “o jogo só acaba quando termina”.
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