LDU massacra o Flu

Dante Baptista

Flu x LDU

No primeiro tempo, o Fluminense simplesmente inexistiu. Sistema defensivo e meio campo estavam distantes e nervosos. Talvez tenham sentido a pressão ou perderam o embalo trazido pelas vitórias sobre Boca e São Paulo.

A LDU percebeu e marcou seu primeiro gol logo no primeiro minuto de jogo. Washington teve a chance de empatar logo depois, mas perdeu uma chance imperdível, que pode ter custado o título. Ainda assim, o gol tricolor veio com Conca, em cobrança de falta que normalmente Thiago Neves coloca na área. Mas o argentino bateu direto e fez um golaço!

O jogo estava aberto e o Flu tinha boas chances, mas parecia nervoso demais. Além disso, não tomou os cuidados defensivos que precisava. Guerrón passou quase todas as vezes por Junior Cesar e Bolaños não teve que se preocupar com Gabriel.

Assim, a LDU, no mesmo ritmo que este texto, fez outros três gols. Um em rebote de cobrança de falta e outros dois em escanteios desviados no primeiro pau. Enquanto Renato Gaúcho rezava para terminar o primeiro tempo.

Veio o segundo tempo e a atitude do Flu mudou, mas sobretudo, os equatorianos não conseguiram repetir a mesma velocidade do primeiro tempo. O meio-campo não tinha o mesmo gás, os pontas não davam o mesmo perigo para a zaga Fluminense. E o time cosneguiu colocar a bola no chão, e com uma boa jogada, Thiago Neves deu uma injeção de ânimo aos tricolores, diminuindo para 4 a 2.

E o jogo seguiu morno no segundo tempo, em que a LDU tratava de administrar, enquanto seu adversário também não criava tantas chances agudas assim. E, aos 42 do segundo tempo, Fernando Henrique evitou um desastre maior ao defender um chute à queima-roupa.

Para a LDU, perder por até um gol de diferença vale o título, já que o regulamento não considera na final o gol fora de casa. O Flu sai com a sensação de que é possível reverter o placar e levar o jogo à prorrogação. Apenas um único time conseguiu isso, em 1989: Nacional de Medellín.

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