Um bonde chamado Adriano

Dante Baptista

Um contrato de risco. Foi exatamente esta a definição para a chegada de Adriano no São Paulo. Um jogador que já foi protagonista na fortíssima Inter de Milão. Não que seja um jogador de rara e extrema habilidade, mas que, em forma, faz dois gols se receber três bolas em condições de marcar.

Depois de um 2007 trágico na Internazionale, decidiu que precisava se recuperar. Voltar a ser o Imperador era a principal obsessão de Adriano, até porque não lhe falta futebol para isso.

Com esse espírito, chegou ao São Paulo para se tratar e, feliz com o que viu, decidiu ficar. Foi a grande contratação são-paulina para 2008.

O início foi promissor. Dois gols (um deles, um golaço) diante do líder Guaratinguetá fizeram que todos pensassem que Adriano finalmente desencantaria. Mesmo mal municiado (o São Paulo sofre ainda de falta de criatividade no meio-campo e Dagoberto ainda não encontrou seu melhor futebol), ainda procurou jogadas nas partidas seguintes, mas fez apenas 4 gols no Paulista, em que Otacílio Neto é o artilheiro.

Até aí, tudo bem. Readaptação ao futebol brasileiro, a bola não chega… Tudo isso era aceitável.

Mas veio a tentativa de cabeçada em Domingos. Adriano volta a mostrar o destempero de outrora.

E como se não bastasse…

O São Paulo estréia na Libertadores com um empate… Não foi lá o futebol que se espera, mas pelo menos não perdeu. Adriano volta sem o uniforme de viagem da delegação e, no dia seguinte, após seu Porsche sofrer um acidente na Av. Paulista, Adriano chega atrasado ao treino, discute com um fotógrafo e ainda saiu antes do final da atividade, sem o consentimento da comissão técnica.

Era ele que queria voltar a ser o Imperador? Que queria voltar à Seleção?

Pelo que corre à boca pequena, a falta de compromisso do atacante com o projeto do clube para ele (leia-se, Adriano continua um bom freqüentador da noite) tem irritado a diretoria são-paulina, que sempre prezou pelo bom ambiente dentro do grupo.

A hipótese de rescisão de contrato já era estudada pela cúpula Tricolor, e com este novo caso, deixou de ser uma mera fofoca de corredor.

Adriano tem tudo para ser um dos principais jogadores do mundo. Idade, porte físico, velocidade, habilidade e força. Só precisa ter cabeça para aproveitar as oportunidades que recebe. E elas não são poucas.

A pergunta que fica de tudo isso é: Adriano, o que você quer da vida?

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